O Sintoma

Você olha para os números. Taxa de conversão: estável. Ticket médio: estável. Volume de leads: até aumentou.

Mas as vendas não crescem proporcionalmente.

Você ajusta meta. Aumenta incentivo. Revisa discurso. Por algumas semanas, parece que vai funcionar. Depois, volta ao platô.

Esse não é um problema de motivação.
É um problema de arquitetura invisível.

A Investigação

Nossa investigação forense busca três tipos de evidência:

1. Onde as conversas morrem (mesmo que educadamente)

Mapeamos o momento exato em que o cliente para de responder, começa a protelar ou inventa objeções genéricas.

Técnicas usadas:

  • Análise de histórico de conversas em CRM e WhatsApp
  • Entrevistas com clientes que "pensaram melhor" antes de fechar
  • Observação (autorizada) de atendimentos ao vivo

O que costumamos encontrar:

  • Perguntas do cliente que ninguém está respondendo
  • Informações entregues na hora errada da jornada
  • Vendedores respondendo o que acham que é importante, não o que o cliente quer saber

2. Quais etapas criam atrito em vez de clareza

Toda jornada de venda tem momentos de "esforço cognitivo" para o cliente. Ele precisa entender algo. Comparar opções. Justificar a decisão internamente.

Quando esse esforço é maior que o esperado, o cliente some.

Técnicas usadas:

  • Mapeamento de pontos de contato (site, telefone, presencial, email)
  • Teste de "friction points" (onde o cliente precisa fazer algo difícil)
  • Cronometragem de tempo entre etapas

O que costumamos encontrar:

  • Formulários que pedem informação demais, cedo demais
  • Falta de próximo passo claro após cada interação
  • Vendedor esperando retorno em vez de conduzir

3. Por que alguns vendedores contornam a fricção e outros não

Se a jornada é a mesma para todos, mas alguns vendem muito mais, o problema não é a jornada. É o que certos vendedores fazem dentro dela que outros não fazem.

Técnicas usadas:

  • Gravação e análise de conversas de top performers
  • Comparação de linguagem, sequência e timing
  • Entrevistas para capturar "o que você faz que nem percebe que faz"

O que costumamos encontrar:

  • Pequenas variações de linguagem que mudam tudo ("investimento" vs "custo")
  • Ordem diferente de apresentar informações
  • Manejo de objeções que não parece manejo (naturalidade)

A Evidência

Ao final da investigação, você recebe:

  • Mapa visual da jornada atual — Com cada etapa, cada ponto de contato e cada momento crítico sinalizado.
  • Relatório de fricções identificadas — Exemplos reais de onde e como conversas travam, organizados por frequência e impacto.
  • Análise comparativa de vendedores — O que os melhores fazem de diferente (com transcrições de trechos-chave).
  • Recomendações priorizadas — O que mexer primeiro, com justificativa baseada em evidências.

A Solução (só depois de entender)

As intervenções variam conforme o achado, mas costumam incluir:

  • Redesenho de sequência de informações na jornada
  • Criação de "momentos de decisão" mais claros
  • Ajuste de linguagem em pontos críticos
  • Treinamento de vendedores baseado em padrões reais de sucesso
  • Implementação de sistema para capturar onde clientes travam (em tempo real)

Importante:
Não fazemos nada antes de mostrar a evidência do por quê estamos fazendo.

Casos (sem nomear clientes)

Caso 1

Franquia de educação

Sintoma:

Matrículas estagnadas apesar de aumento em visitas agendadas.

Achado:

67% dos pais saíam da visita sem agendar próxima etapa. Motivo: a apresentação era feita para a criança, não para quem decide.

Intervenção:

Redesenho da visita para incluir momento exclusivo com os pais, focado em expectativas educacionais (não só em tour pelas salas).

Resultado:

Taxa de agendamento de retorno subiu 41% em 60 dias.

Caso 2

Software B2B

Sintoma:

Leads qualificados que pediam proposta e sumiam.

Achado:

A proposta chegava por email com 12 páginas. Ninguém lia. Ninguém respondia.

Intervenção:

Proposta passou a ser apresentada ao vivo (videochamada de 20min). Documento enviado depois virou "memória da conversa", não primeira apresentação.

Resultado:

Taxa de resposta a propostas foi de 23% para 61%.